Avião cai e mata cinco pessoas em Paranavaí
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segunda-feira, 03 de novembro de 2008
Giancarlo Franquini<br> Especial para a FOLHA 
Um avião monomotor prefixo PT-LUQ caiu ontem no pátio de uma escola, em Paranavaí, Noroeste do Estado. Os quatro passageiros e o piloto da aeronave morreram com a queda. Entre eles estava o empresário de Arapongas, Adriano Romera, 67 anos, proprietário do grupo Simbal e da rede de lojas Darom Móveis. O acidente aconteceu por volta das 11 horas e chovia forte na região. Membros do Cenipa-5 - Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, da Aeronáutica -, foram até à cidade para fazer a perícia e identificar a causa da queda.
Segundo informações da Polícia Civil de Paranavaí, estavam no avião o empresário Adriano Romera, sua esposa Siomar Grolti Romera, 49 anos, seu sobrinho, João Romera, proprietário da rede de lojas Móveis Romera, além de um amigo da família, Rômulo Cesar Fernandes, e do piloto da aeronave, Flávio Marcelo dos Santos.
A aeronave era alugada e, de acordo com informações da empresa, o grupo havia decolado pouco antes das 9 horas, no município de Rondonópolis (MT), onde estavam desde sexta-feira. Eles teriam tentado descer em Arapongas, mas a falta de visibilidade impediu o pouso. Depois disso, o piloto entrou em contato com a torre de Maringá e pediu informações sobre as condições meteorológicas em Paranavaí.
O avião então seguiu até Paranavaí, onde tentou pousar no aeroporto Edu Chaves, mas caiu a cerca de mil metros da cabeceira da pista. Antes da queda, o piloto conseguiu desviar a aeronave para o pátio da Escola Municipal Ilda Campano Santini. Por poucos metros a aeronave não atingiu várias residências em torno da escola.
Um fato que chamou a atenção é que no local da queda não existem marcas de aterrissagem. Ao que tudo indica, o avião teria batido de bico no chão. Membros do Cenipa vieram ontem de Porto Alegre-RS para fazer a perícia na aeronave. Conforme informações do Instituto Medido Legal (IML), todos os ocupantes morreram na queda, vítimas de múltiplos traumatismos.
O morador José Carlos dos Santos, 40 anos, foi o primeiro a chegar ao local. Ele disse que estava assistindo à TV, quando ouviu um estrondo. ''Sai para ver o que era, e, quando olhei para o colégio, vi o avião''. Em pouco tempo, o local estava tomado por curiosos. Centenas de pessoas foram até à escola e a Polícia Militar foi obrigada a criar um cordão de isolamento para evitar aglomeração de pessoas próximas a aeronave.
A secretaria Municipal de Educação cancelou as aulas hoje, e o colégio deverá ficar isolado até a retirada da aeronave.


