Aves estão trazendo prejuízos à empresas
Enquanto a solução vai sendo adiada, o problema também cresce longe do Centro. Próximo ao limite entre Londrina e Cambé (13 km a oeste de Londrina), um grupo de grandes empresas está se unindo para se livrar das pombas sem depender do Poder Público. Uma delas é a Pisos Eliane, ''escolhida'' por mais de 500 aves para fixar morada.
''Elas entram porque o depósito é amplo, tem portas laterais grandes e alguns vãos no telhado. Há também os grãos de soja e milho que acabam chegando junto com os carregamentos de argila, nossa matéria-prima'', conta Olvacir José Spricigo, coordenador do setor ambiental da empresa.
Segundo ele, as pombas permanecem sobre um arco metálico no teto do barracão e defecam em cima das caixas de piso. ''Temos toda a mão-de-obra e prejuízo de trocar as caixas, muitas das quais são exportadas. Também já gastamos muito colocando redes, telas, fechando possíveis acessos, mas não adiantou'', salienta. Ontem, seriam feitos testes com um repelente.
Ao mesmo tempo, a firma está fazendo parceria com quatro empresas da região para pagar um serviço particular de falcoaria (os falcões espantam as pombas). Só para a Eliane, revela Spricigo, o custo será de R$6,5 mil.(V.N.)





