Curitiba - Aves em risco de extinção e de difícil reprodução em cativeiro encontraram, no Paraná, um espaço propício e que já é referência científica entre os zoológicos pelo alto índice de reprodução de pássaros fora do habitat natural. Na última temporada de reprodução, iniciada em agosto, filhotes de arara-azul, papagaio-da-cara-roxa e papagaio-do-peito-roxo nasceram no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (Extremo-Oeste).
Lá, flamingos têm alto nível de reprodução. Só nesta temporada, foram cinco filhotes e alguns ovos ainda estão nos ninhos sendo chocados. Também nasceram quatro filhotes de tiriva de orelha branca desde o início do ano. As aves nascidas em cativeiro permanecem no santuário ecológico e podem ser observadas pelos visitantes do parque.
Os filhotes criados pelos pais requerem observação e cuidados especiais nos recintos, além de uma alimentação balanceada, especial para cada tipo de ave. Quando os ovos são chocados artificialmente, os filhotes são atendidos e criados em berçário, sendo alimentados e cuidados por tratadores e, depois de crescidos, levados para um dos viveiros para conviverem em comunidade.
De acordo com a gerente comercial e de marketing do Parque das Aves, Kárin Wolf, todo o trabalho científico de reprodução e nutrição de aves é compartilhado com zoológicos de todo o mundo. "Sempre estamos atentos ao comportamento das aves, principalmente quando se inicia a época de acasalamento. O fornecimento de alimento de qualidade e abundância de água limpa e fresca, um correto manejo dos viveiros e fornecimento de ninhos estimulará a reprodução futura", explica. Hoje o Parque das Aves conta com aproximadamente 1,1 mil aves de 130 diferentes espécies, na área de visitação, além de ter uma área de répteis e borboletário.

mockup