Avenida terá obras, afirma Canziani
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quinta-feira, 20 de março de 1997
Adriana De Cunto 
Marcos BorgesMoradores da zona sul com o prefeito interino: pedido atendidoFinalmente os moradores da zona sul terão ampliado e pavimentado o acesso para o jardim União da Vitória e outras seis localidades. O prefeito interino Alex Canziani disse ontem de manhã que a prefeitura vai começar, na semana que vem, obras de ampliação e pavimentação de um trecho de 300 metros da avenida Guilherme de Almeida, porta de entrada para os bairros União da Vitória, Santa Joana, Campos Elíseos, Cristal, distrito de Maravilha e os patrimônios de Selva e Usina Três Bocas.
O anúncio da obra foi feito diretamente a uma comissão de moradores daquela região, que foi à prefeitura ontem pedir a ampliação da pista. A população ameaçava interditar o trecho da Guilherme de Almeida por tempo indeterminado, caso o pedido fosse negado por Alex Canziani.
Anteontem, um grupo de moradores se reuniu no local pedindo providências da prefeitura e também ameaçou arrebentar o trecho da avenida, com um trator, caso uma solução não fosse anunciada. O secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, teve que ir ao local para acalmar a população. No domingo passado, outro protesto foi feito. A rua foi fechada, durante o dia todo, para os carros.
Segundo Nelson Cardoso, morador do União da Vitória e coordenador da Central de Movimentos Populares, aquele trecho da avenida é muito estreito, podendo passar apenas um carro de cada vez. Ele também reclama que, como não tem asfalto, nos dias de chuva a rua fica intransitável. José Galdino, presidente da Associação dos Moradores do Santa Joana e Cristal, queixa-se da falta de segurança, pela falta de iluminação.
Cardoso lembra que a reivindicação dos moradores destes bairros da zona sul é antiga. Segundo ele, há cerca de 20 anos, a população já solicitava a benfeitoria.
O secretário José Righi de Oliveira explica que será ampliada apenas um trecho da pista, no sentido centro/zona sul. É que a ampliação do outro lado depende de um acordo entre município e os proprietários dos terrenos. Para acabar com o acúmulo de água - proveniente de uma mina localizada em um dos terrenos que margeia o trecho - serão construídas galerias. O local também será pavimentado e receberá iluminação. Righi calcula que a obra vai custar R$ 47 mil para o município. Ele calcula que o serviço seja concluído entre 60 e 90 dias.
Alex Canziani ressalta que a prefeitura está sem recursos disponíveis, mas lembra que o serviço é uma reivindicação antiga e necessária do povo da zona sul. Um dos argumentos que sensibilizou o vice-prefeito para tomar a decisão foi o relato de um morador do jardim Campos Elíseos, Manoel João Luciano, 45 anos. Ele contou que, na última segunda-feira de manhã, perdeu a mulher, Olária da Silva Luciano, 46 anos, vítima de problemas cardíados.
Segundo Manoel, a ambulância da prefeitura que levava Olária da casa para o hospital, demorou muito para conseguir vencer os obstáculos instalados na avenida Guilherme de Almeida durante o protesto do último final de semana. A ambulância demorou 15 minutos só para passar por aquele trecho, lamentou Manoel. A enfermeira disse que, se chegasse um pouco antes, ela não teria morrido.


