Marcos BorgesMoradores da zona sul com o prefeito interino: pedido atendidoFinalmente os moradores da zona sul terão ampliado e pavimentado o acesso para o jardim União da Vitória e outras seis localidades. O prefeito interino Alex Canziani disse ontem de manhã que a prefeitura vai começar, na semana que vem, obras de ampliação e pavimentação de um trecho de 300 metros da avenida Guilherme de Almeida, ‘porta de entrada’ para os bairros União da Vitória, Santa Joana, Campos Elíseos, Cristal, distrito de Maravilha e os patrimônios de Selva e Usina Três Bocas.
O anúncio da obra foi feito diretamente a uma comissão de moradores daquela região, que foi à prefeitura ontem pedir a ampliação da pista. A população ameaçava interditar o trecho da Guilherme de Almeida por tempo indeterminado, caso o pedido fosse negado por Alex Canziani.
Anteontem, um grupo de moradores se reuniu no local pedindo providências da prefeitura e também ameaçou arrebentar o trecho da avenida, com um trator, caso uma solução não fosse anunciada. O secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, teve que ir ao local para acalmar a população. No domingo passado, outro protesto foi feito. A rua foi fechada, durante o dia todo, para os carros.
Segundo Nelson Cardoso, morador do União da Vitória e coordenador da Central de Movimentos Populares, aquele trecho da avenida é muito estreito, podendo passar apenas um carro de cada vez. Ele também reclama que, como não tem asfalto, nos dias de chuva a rua fica intransitável. José Galdino, presidente da Associação dos Moradores do Santa Joana e Cristal, queixa-se da falta de segurança, pela falta de iluminação.
Cardoso lembra que a reivindicação dos moradores destes bairros da zona sul é antiga. Segundo ele, há cerca de 20 anos, a população já solicitava a benfeitoria.
O secretário José Righi de Oliveira explica que será ampliada apenas um trecho da pista, no sentido centro/zona sul. É que a ampliação do outro lado depende de um acordo entre município e os proprietários dos terrenos. Para acabar com o acúmulo de água - proveniente de uma mina localizada em um dos terrenos que margeia o trecho - serão construídas galerias. O local também será pavimentado e receberá iluminação. Righi calcula que a obra vai custar R$ 47 mil para o município. Ele calcula que o serviço seja concluído entre 60 e 90 dias.
Alex Canziani ressalta que a prefeitura está sem recursos disponíveis, mas lembra que o serviço é uma reivindicação antiga e ‘‘necessária do povo da zona sul’’. Um dos argumentos que sensibilizou o vice-prefeito para tomar a decisão foi o relato de um morador do jardim Campos Elíseos, Manoel João Luciano, 45 anos. Ele contou que, na última segunda-feira de manhã, perdeu a mulher, Olária da Silva Luciano, 46 anos, vítima de problemas cardíados.
Segundo Manoel, a ambulância da prefeitura que levava Olária da casa para o hospital, demorou muito para conseguir vencer os obstáculos instalados na avenida Guilherme de Almeida durante o protesto do último final de semana. ‘‘A ambulância demorou 15 minutos só para passar por aquele trecho’’, lamentou Manoel. ‘‘A enfermeira disse que, se chegasse um pouco antes, ela não teria morrido’’.

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