Avenida Paraná
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
por Paulo Briguet 
Canção para ninar petista
1. Se o Brasil conseguir tirar o PT do poder, e acredito que vamos conseguir, daqui a alguns anos a Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o filósofo Olavo de Carvalho serão vistos como os grandes símbolos do renascimento do País. Então vamos explicar aos nossos netos, com orgulho: "Eu fui da geração coxinha, a geração que salvou o Brasil". Da mesma forma como muitos dizem hoje: "Eu fui da geração pé-vermelho, a geração que salvou Londrina".
2. A ordem de prisão contra o marqueteiro e ex-ministro João Santana não é um mero capítulo da Lava Jato. É um acontecimento de elevado simbolismo: não foi detido apenas o homem que arquitetou as campanhas vitoriosas de Lula e Dilma, mas está sendo desmascarada toda uma concepção de mundo. Devemos lembrar que Santana foi o artífice-mor de uma campanha eleitoral sustentada por mentiras e ataques baixos, que abriu o caminho para a crise que esfacela o País. Não será preso um indivíduo; foi presa a mentira.
3. Todos os horários deverão mudar. Foi essa a frase que me veio à cabeça na noite de sábado, quando os relógios ganharam mais sessenta minutos e tivemos um dia de 25 horas. Lembrei-me também da Tia Ruth, que morava em Mirandópolis e se recusava a atrasar os relógios de casa durante o horário de verão. "Eu sigo o horário de Deus", dizia Tia Ruth. E todos aceitavam, porque ela era a matriarca da família. Na casa dela, 11 horas continuavam sendo 11 horas, e não meio-dia.
4. O Japonês da Polícia Federal acorda cedo, já notaram? Às seis horas do horário de Deus, a Lava Jato estava nas ruas para cumprir mandados. Também tenho costume de acordar cedo e acompanhei tudo. Estou pensando em comprar um coletezinho da PF para o Pedro, com os indispensáveis "oclinhos" escuros, para que a gente possa brincar de Lava Jato aqui em casa. Já expliquei a ele que o PT é mais ou menos equivalente ao Império em Star Wars.
5. Há grandes ironias nesta história que vemos acontecer diante dos nossos olhos. Uma delas é que a música que embalou as esquerdas durante a ditadura militar servirá para levar muitos às ruas no próximo dia 13 de março: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer". E a "oposição" que se cuide, se não quiser ir também para o ostracismo.
6. Como os grandes líderes do PT devem estar com dificuldades para conciliar o sono nos últimos dias, publico aqui uma breve canção de ninar, adaptada por um gênio que infelizmente deseja permanecer anônimo:
Moro, Moro, Moro
Moro da capa preta
Pega esse menino
que tá feio com a Receita
(
)
Dorme, nenê
que o Japa vem pegar
Papai tá no sítio
mamãe no Guarujá!
7. E a frase do dia é da filósofa de origem judaica e santa católica Edith Stein (1891-1942): "O remédio para curar a doença da época são pessoas completas, solidificadas sobre um fundamento eterno, que não se deixam confundir em suas convicções." Seja uma dessas pessoas, meu oitavo leitor. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


