O tráfego da avenida Lúcia Helena Viana (zona norte) vai ser reformulado e readequado para obrigar os motoristas a reduzir a velocidade e respeitar as normas de trânsito. A sinalização vertical (placas) e a horizontal (pintura das pistas), até hoje inexistentes, serão efetuadas. Embora a lei nacional proíba quebra-molas em pistas com inclinação maior de 4,5%, como é o caso da via, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) vai estudar a melhor forma de colocar os redutores de velocidade.
O presidente do Ippul, Mário Stamm Junior, determinou prioridade para a solução do problema da avenida. Na segunda-feira, uma equipe do Ippul começa a coletar dados para elaborar o projeto de sinalização. ‘‘A situação é grave e o número de acidentes é alto. Vamos agilizar as obras na avenida’’, informou ontem o diretor técnico do instituto, Juan Carlos Monasterio.
Há mais de um ano a comunidade dos bairros vizinhos à avenida vinha se mobilizando na tentativa de sensibilizar o órgão para o perigo do tráfego no local. Na quinta-feira à noite, um protesto reuniu cerca de 200 pessoas que impediram o tráfego na avenida com barricadas, ateando fogo em pneus e galhos. A manifestação foi resultado da revolta pelo atropelamento e morte de Alessandra Ruthes, de nove anos, ocorrido no início da tarde de quinta-feira.
Alessandra morava no jardim Pacaembu. Ela foi atropelada pela camionete D-20 conduzida pelo bancário Vando Aparecido Movio, quando voltava da escola.
Segundo Monasterio, a reivindicação dos moradores, que pediam a implantação de quebra-molas na avenida, só não foi atendida antes porque é ilegal. ‘‘Quando um pedido encaminhado pela comunidade vai contra a determinação da lei nacional de trânsito, o processo fica parado e, simplesmente não é atendido’’, afirmou. Ele confirma, no entanto, que o número de acidentes na avenida Lúcia Helena é preocupante.
De 94 a 96, foram registrados 27 acidentes na avenida, e apenas em três deles não houve vítimas. No mesmo período, o número de acidentes no local praticamente quadruplicou, passando de quatro com vítimas em 1994 para 15 em 96 (nove deles resultaram em ferimentos).
Paulo Lucas da Silva, de nove anos, atropelado por um caminhão na quarta-feira à tarde, continua na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico. Seu estado é regular. O acidente aconteceu na rua Café Catuaí, jardim Tocantins (zona norte). Paulo estava de bicicleta e pegou ‘‘carona’’, segurando na traseira do caminhão conduzido pelo motorista Roberto Francisco de Oliveira. Ele sofreu fratura de bacia, desvio de instestino e hemorragia interna.

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