Avenida e terreno da região oeste viram depósito de lixo
Telma Elorza
De Londrina
Moradores dos Jardim Leonor, zona oeste de Londrina, reclamam de um terreno, localizado na Avenida Luigi Amorese entre as ruas Agostinho dos Santos e Flamboyant, que há anos vem sendo usado como depósito clandestino de lixo. Segundo os moradores, o terreno pertence ao município.
A gente tem que pagar o IPTU, fazer as coisas tudo certinhas mas quando se trata da prefeitura, não querem nem saber e é a gente que tem que aguentar, reclama o técnico de elevadores, Edilson Lopes de Oliveira, que mora há três anos em frente ao terreno.
Segundo Oliveira, ele já ligou para AMA e Comurb, mas o lixão continua. Os fiscais vêm aqui, multam os carroceiros que despejam o lixo, tiram tudo. Mas é só virar as costas que o pessoal volta a jogar coisas, diz. De acordo com ele, a última limpeza feita no terreno foi há sete meses. Para o técnico, a prefeitura deveria murar ou colocar um fiscal no terreno. Se fosse particular, era isto que seria exigido, aponta.
O vidraceiro Waldir Dias Pereira mora em uma casa na Rua Agostinho dos Santos, quase em frente ao terreno e diz que ninguém das redondezas aguenta mais o mau cheiro que vem do local. O fedor aqui é terrível. Ontem (domingo) estava insuportável. O pessoal joga de tudo ali, até animais mortos, diz.
Os dois vizinhos reclamam também do descaso com a avenida Luigi Amorese, que começa no Jardim Leonor e atravessa o Jardim Santa Rita, até terminar na Avenida Dr. Francisco Xavier Toda, no Cilo 3. Ali pra frente, a Luigi Amorese parece um grande depósito de lixo, com lixo industrial inclusive, aponta Edilson de Oliveira.
A Folha foi conferir e constatou que um trecho de cerca de 300 metros da avenida está com uma das margens tomadas por entulhos, galhos de árvore, lixo doméstico e até materiais utilizados em indústria, como lã de vidro. Neste trecho, a reportagem flagrou um morador das vizinhanças despejando um carrinho de mão lotado de entulho de construção.
Avisado pela Folha, o diretor de Manutenção e Serviços da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Humberto Rodrigues de Lima, disse que uma equipe de fiscalização iria ontem mesmo até os locais. Segundo Lima, os fiscais deveriam identificar se os terrenos pertencem realmente ao município. Se for propriedade particular, os proprietários serão notificados e autuados. Se for público, a Comurb estará programando a limpeza o mais rápido possível, explicou.





