A transposição da avenida Maringá (Zona Sul) deve sair pela metade. Sem conseguir resolver o impasse envolvendo parte dos proprietários das áreas que vão ser usadas para construção da via dos oito, dois não concordam com a doação o secretário de Obras de Londrina, Aloysio Crescentini de Freitas, vai propor a construção de apenas duas das quatro pistas previstas para a Avenida Ayrton Senna.
Pelo projeto, o prolongamento da avenida seria construído pelos próprios proprietários já que construtoras estão entre os donos das principais áreas. Cada um doaria 17 metros de seus terrenos para construção de quatro pistas, canteiro central e calçadas. ''Como não avançamos nas negociações e a Prefeitura não têm dinheiro para fazer a desapropriação nem acha justo desapropriar só duas áreas vamos propor a construção de uma perna'', explicou. O valor mínimo estimado para desapropriação de todo o lote, de cerca de 41 mil metros quadrados, é de R$ 4 milhões.
Segundo o secretário, a obra é possível porque a avenida será construída exatamente na divisa dos terrenos e ambos os proprietários que não concordam com a doações têm terrenos no mesmo lado. Assim, a avenida seria implantada no lado direito de quem vem da avenida Maringá. ''Quem sabe vendo tudo pronto, os proprietários se sensibilizam e fazem a outra parte'', comentou.
Sem a abertura da via, reforça o secretário, não há como construir no local pois não há ruas de acesso. ''É obrigação do loteador realizar infra-estrutura, a Prefeitura só está intervindo nesse caso e vai ajudar com a colocação da capa asfáltica porque a obra é de grande interesse para o município'', justificou.
A transposição da avenida Maringá desafogaria o tráfego da Avenida Higienópolis, praticamente a única via de acesso da área central para Zona Sul, região que abriga duas universidades e vários novos bairros e condomínios fechados. A proposta será apresentada aos proprietários na semana que vem.
A proposta também interessa os proprietárias das áreas porque a avenida deve valorizar a área. A diretora da Construtora Plaenge dona de um dos terrenos , Célia Capussi, afirmou ontem que ainda não tinha conhecimento do novo projeto da avenida. ''A avenida não é um interesse apenas da construtora mas de toda região. A região da Gleba Palhano é a área que mais cresce atualmente e a avenida concretizaria esse crescimento'', comentou.

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