A ave silvestre foi entregue à Força Verde anteontem. Além de não portar uma anilha (espécie de anel que identifica o animal), o papagaio, de uma espécie ®MDNM¯comum no Brasil, apresentava um bico exageradamente maior que o normal.®MDBO¯®MDNM¯
''Isso nos leva a crer que ele não teve possibilidade de fazer o polimento natural do bico. E, por isso, deve ter sido criado em cativeiro e provavelmente vítima de maus tratos e tráfico de animais'', disse o soldado Willian Fabiano da Silva.
Segundo Silva, a pessoa que entregou a ave disse tê-la recebido de um terceiro. ''Ao perceber que algo estava errado, resolveu entregá-la, o que é incomum. O papagaio está bastante debilitado e estressado. Normalmente essas aves possuem os olhos alaranjados; os dele estão avermelhados. O bico grande dificulta a mobilidade e a alimentação.''
Para o professor do Centro de Investigação em Medicina Aviária do Paraná da UEL, Ivens Gomes Guimarães, o bico maior do que o normal pode ocorrer pela falta de desgaste natural do bico por instalação irregular, ausência de alimentação adequada ou ainda distúrbio nutricional.
''Quando uma pessoa cria um animal silvestre, deve oferecer todas as condições necessárias que mantenham o hábito natural do bicho. É imprescindível um manejo de instalação, como temperatura, luminosidade e nutrição adequados'', defende o professor.
A Força Verde encaminhou a ave para o Hospital Veterinário da UEL, que atestará se tem condições de voltar ao seu habitat natural. ''Caso contrário, será levada ao Parque das Aves, em Apucarana'', acrescentou Willian Silva.
De acordo com o soldado, desde 1996 os proprietários de animais silvestres precisam ter autorização do Ibama. ''Quem for pego na posse de uma ave sem autorização, sofrerá sanções de multa a uma ano de prisão.''
Serviço:
Denúncias pelos telefones: 0800-618080 (Ibama); 0800-6430304 (Força Verde); 3373-8000 (IAP).

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