‘‘Se olharmos para o que era o Direito Internacional no pós-guerra do século passado, em 1945, e o que é o Direito Internacional hoje, com as normas e a criação do tribunal, houve um grande avanço’’, avalia Tânia Muniz.
  Hoje, de acordo com a professora, uma tendência no Direito Internacional é a jurisdicionalização ou a criação de tribunais voltados a resolver conflitos. ‘‘Em uma boa parte do século XX, no período do pós-guerra, houve a preocupação de criar um corpo de normas para o Direito Internacional, especialmente nas áreas econômica e política’’, esclarece.
  A partir da década de 70, principalmente, o foco passou para a noção de efetividade, com o entendimento de que era preciso criar mecanismos que fizessem com que essas normas alcançassem o fim pretendido. Exemplos disso são o Tribunal do Mar, que trata das questões da navegação, a Organização Mundial do Comércio e a Corte Internacional de Justiça, órgão da ONU, que trata de questões políticas, além do Conselho de Segurança da ONU, explica.
  Nessa tendência, havia sempre a intenção de se criar um tribunal voltado à responsabilização do indivíduo na esfera internacional. O tribunal de Nuremberg, instituído em 1945 para julgar crimes cometidos durante a 2ªGuerra Mundial, foi a primeira corte internacional formada para punir indivíduos por crimes de guerra. (E.S.)

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