Avanço teórico. Foi tudo que saiu da reunião sobre transporte
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 1997
Edmara Michetti 
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) está retomando as discussões operacionais com as duas empresas que atuam hoje no transporte coletivo da Cidade. Isso acontece depois de um recesso, por conta das ações judiciais e a mudança de administração municipal. Nesta semana, duas reuniões foram realizadas entre representantes do poder público e das empresas Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e Francovig. Mas, como resumiu o secretário de Negócios Jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, tudo continua na mesma estaca. O presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, admite que na prática não houve avanço, mas acredita que as reuniões representam um avanço teórico.
As reuniões foram realizadas quinta-feira e ontem. Segundo o secretário, em uma das conversas, foi cogitado um acordo entre as partes, para a exploração das linhas no caso de o decreto que beneficia a Francovig terminar antes de uma decisão final da Justiça.
O decreto baixado pelo prefeito Antonio Belinati, no final de janeiro, permite que a Francovig explore 15% das linhas urbanas (10 linhas da zona sul) durante seis meses. O possível acordo não foi revelado. Mas tudo voltou à estaca zero, disse Ferreira.
A respeito da sobreposição de ônibus nas linhas da zona sul, já que a TCGL não reconhece o decreto, Tóffoli diz que também não houve entendimento. Diante do impasse, Tóffoli espera que o tempo determine uma saída. O tempo é o senhor da razão. Daqui a pouco eles vão perceber que os dois ônibus estão andando vazios.
A venda de passes pela Comurb, em vez de continuar sob responsabilidade das empresas, sistema de remuneração das empresas e a administração dos terminais foram os assuntos discutidos, mas não solucionados.
Enquanto as reuniões não saem do impasse, as ações sob responsabilidade do juiz José Cichocki Neto, da 7ª Vara Cível, começam a ser decididas. Designado para o processo no início da semana, Cichocki indeferiu ontem o pedido de assistência à Francovig. Em novembro do ano passado, a empresa pediu para entrar na ação judicial sobre a licitação do transporte, ao lado da Prefeitura.
O secretário de Negócios Jurídicos afirma que essa decisão do juiz já era esperada. É uma situação normal e não muda nada para o Município, afirmou. O bom é que foi reestruturado o andamento do processo. Procurado pela Folha de Londrina, o diretor da Francovig, Francisco Henrique Francovig, disse que procuraria o advogado da empresa para saber que medidas tomar diante da decisão judicial. O advogado Osvaldo Macedo também não foi encontrado pela Folha.


