Avanço tecnológico ajuda prematuros
''Há dez anos, crianças nascidas com prematuridade extrema, como Caio e Gabriela, dificilmente sobreviveriam'', afirma a médica neonatologista Ligia Lopes Ferrari, da UTI neonatal do Hospital Universitário (HU). Para ela, casos como o das duas crianças compensam o investimento em tecnologia.
O HU é o hospital que mais atende, pelo SUS, nascimentos resultantes de gestações de risco em Londrina. A instituição, de acordo com a médica, possui equipamentos e recursos humanos excelentes, comparáveis a centros médicos importantes de todo o País.
''Só nos falta espaço físico'', afirmou. Segundo ela, existe um projeto para dobrar a capacidade da UTI neonatal, que só espera a liberação de recursos financeiros para ser posto em prática. ''A diretoria do HU tem se empenhado bastante. Se tivermos mais espaço poderemos fazer muito mais pela comunidade'', acredita.
Sobre o caso dos gêmeos Caio e Gabriela, Ligia comentou que os dois evoluiram muito bem. ''O envolvimento da família contou muito. A mãe praticamente morava no hospital'', disse. A médica recordou que, apesar de todo o estresse, Marcele amamentou as crianças exclusivamente com leite materno até os seis meses. ''Ela está de parabéns'', elogiou.





