A Estação Aduaneira do Interior (Eadi), ou porto seco, prevista para Cascavel poderá ser implantada a partir do início do próximo ano, segundo previsão feita ontem em Cascavel por autoridades da Receita Federal e municipais. A Eadi foi criada no início do ano pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo o chefe da Receita em Cascavel, Mário Barthos, o projeto começa a avançar efetivamente com a nomeação de uma comissão que organizará a licitação para implantar o porto seco, através da iniciativa privada. A comissão foi designada por portaria da Superintendência da Receita Federal da 9ª Região Fiscal do Paraná, publicada segunda-feira no Diário Oficial da União.
Os membros são Francisco Niesciur (presidente), Antonio Cristino Lopes e Francisco Dinarte da Costa, todos auditores fiscais. A estimativa é de que eles possam encaminhar a licitação até o início de dezembro. Segundo o secretário de Indústria e Comércio do Município de Cascavel, Dércio Galafassi, a Eadi é ‘‘uma estrutura de extrema importância para o setor empresarial’’, e deverá inclusive atrair investimentos para a cidade.
As Eadis funcionam como uma espécie de extensão das aduanas portuárias - no caso do Paraná, em Paranaguá -, para a liberação de mercadorias importadas e para exportações. O porto seco de Cascavel pode ser implantado perto do terminal de cargas da Ferrovia Paraná Oeste, a 15 quilômetros da BR-277. A área permite a integração com o transporte rodoviário, já que é cortada pela BR-277, por onde fluem as cargas descarregadas ou embarcadas em Paranaguá.

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