Avaliação negativa de tudo
A psicoterapeuta Simoni Martin Oliani, de Londrina, explica que muitas das pessoas que permanecem perto do distímico são aquelas que ajustam seu comportamento ao dele por terem medo de sua reação. ''O distímico usa a coerção para manter essas pessoas por perto por intermédio de ameaças veladas'', revela.
Com essa atitude, ressalta a profissionail, o distímico restringe o seu grupo de amigos, reduz sua atividade sexual e nenhum lugar parece estar bom e as críticas começam a surgir. Isso gera um círculo vicioso, em que ele começa a fazer uma avaliação negativa de tudo e de todos.
A psicóloga explica que a pessoa com distimia não percebe o quanto esse padrão de comportamento prejudica as pessoas e chega a dizer que é grosso mesmo e que não vai mudar. Simoni observa que a pessoa com distimia fica com a chamada ''Síndrome de Gabriela'', se referindo à trilha sonora da novela, que em determinado trecho cita ''Eu nasci assim, eu cresci assim''.
Porém, o fato é que o seu comportamento, diz a especialista, reflete a sua reação ao meio ambiente, mas o distímico não discrimina que pode haver um outro ambiente. ''É preciso analisar variáveis e alterações no contexto para descobrir por que ele se comporta daquela maneira, sem que se descarte fatores biológicos e culturais e isso pode ser feito com a ajuda de um psicoterapeuta'', garante. (V.O.)





