A Avenida São Paulo, no trecho entre as ruas Sergipe e Benjamin Constant, será reaberta para o trânsito de veículos até sexta-feira. É o que garante o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, com a retirada das barracas dos camelôs.
Após muita negociação, os 316 camelôs que ocupavam as avenidas Leste-Oeste e São Paulo (área central de Londrina) passam a comercializar seus produtos no Shopping Popular, a partir de amanhã. Ontem, os ambulantes trabalhavam para deixar tudo pronto para a inauguração. Nos antigos camelódromos, a ordem era desmanchar a estrutura e limpar o local. Não tinha mais nenhum produto sendo vendido no local. Já no Shopping Popular, que fica na esquina das ruas Sergipe e Mato Grosso (também na área central), todos preparavam os boxes dando os retoques finais com a esperança de dias melhores.
O vendedor de óculos de sol Márcio Roberto Pontes, 31 anos, limpava o resto da estrutura de seu box na avenida Leste-Oeste. ''A expectativa tem que ser boa, não vamos mudar para um lugar se for para piorar'', afirmou. Além da mudança de local, Pontes destacava outra pela qual terá que se adaptar: ''A concorrência lá vai ser grande. Terei que vender outros produtos para compensar, como pilhas, baterias e capas para celular''.
A preocupação da ambulante Maria de Lourdes Branco, 38 anos, é em relação aos consumidores. ''Lá (no Shopping Popular) o acesso é mais difícil e tem corredores escuros. As pessoas já estavam acostumadas aqui. Mas se não tiver camelôs nas ruas acredito que eles vão nos procurar'', apontou. A ambulante que se identificou apenas como Ana também compartilhava dessa idéia. ''Estamos com medo dos clientes não virem até nós'', destacou.
Sebastião Ribeiro da Costa, 26 anos, arrumava esperançoso seu box para vender roupas no Shopping Popular: ''No começo pode ficar um pouco ruim, mas acredito que no futuro será melhor''. Ele salientou que a estrutura do novo camelódromo é bem melhor. ''Aqui não pega sol, é mais arejado e terá banheiro e restaurante que pode atrair mais fregueses''. Outro entusiasmado com a obra era Jacir Pereira dos Santos, 38 anos, que comercializa produtos naturais. ''Eu estou bem animado, meu pensamento é para frente. Aqui é mais confortável, mas em relação às vendas temos que sentir primeiro para falar''.
Quanto à fiscalização para evitar a instalação de novos camelôs nas ruas, Wilson Sella informou que a CMTU vai contratar 30 agentes em fevereiro para desempenhar essa função. ''Queremos melhorar a fiscalização'', afirmou.

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