O Benefício de Prestação Continuada (BPC), do Instituto Nacional do seguro Social (INSS), prevê o pagamento de um salário mínimo por mês ao portador de deficiência ou idoso acima de 70 anos que comprove não ter meios de prover a própria subsistência e não contar com apoio familiar. O artigo terceiro indica que o benefício só é pago para famílias cuja renda é menor do que um quarto do salário mínimo por pessoa.
Esse, no entanto, não é caso de Maria Fernandes Ferreira. Ela recebe dois salários mínimos por mês. Por isso, o pedido, de acordo com o chefe da agência Nelson Oscar, nunca foi acatado. ''Provavelmente seja por isso. Mesmo que passe na parte médica, esse processo deve ser indeferido na parte administrativa'', explica. Oscar, no entanto, acrescentou que ''o caminho da Justiça é um direito de todos os cidadãos.''
O ortopedista Massayoshi Tatesuzi, de acordo com a família, foi o responsável pelas cirurgias pelas quais Cláudio Fernandes Ferreira passou. Apesar de não lembrar do caso e não contar com o prontuário médico, uma vez que as intervenções ocorreram há mais de 20 anos, ele prontificou-se a examinar o jovem e fornecer um laudo para ajudar no processo no INSS. ''Apesar de não ter feito o exame, acredito que ele já deveria estar 'aposentado' faz tempo'', declara, após examinar as fotos do jovem apresentadas pela reportagem. (F.R.F.)

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