O médico geriatra Fábio Garani atesta que a leitura é recomendada em todas as idades. ''É um hábito que mantém o cérebro ativo. Qualquer atividade física, de lazer ou de cultura faz bem'', diz. Conforme ele, o número de idosos que leem é baixo por conta de uma questão cultural. ''Quantas pessoas com mais de 65 anos já observaram os pais lendo ou ganharam livro de presente?'', questiona. Segundo o médico, o alto índice de analfabetismo entre os idosos impedem que este cenário mude.
De acordo com Garani, entre os maiores benefícios que os livros proporcionam estão o conhecimento e a ampliação da capacidade de memória e de entendimento. ''A leitura pode ser entendida como um auxiliador no combate ao Mal de Alzheimer. Reúne entretenimento, planejamento e prazer além de preservar a autonomia do idoso e permitir que ele aprenda seus direitos e deveres'', completa.
Para aqueles que têm mais idade e querem começar a ler com frequência, o médico indica textos mais curtos. ''Não existe literatura direcionada para este público. Recomendo os contos, mas de forma geral a leitura deve ser fácil e despertar o interesse da pessoa.''. (M.A.)

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