Márcia Manzan Costa, auxiliar de serviços gerais, conta que tentou fazer a primeira habilitação há dez anos, ''porque todo mundo fazia'', embora já sentisse medo. Fez todas as provas teóricas e na hora da aula prática, o medo falou mais alto. Acabou abandonando as aulas, que já estavam pagas. Ela ainda tentou voltar algumas vezes, mas nunca conseguiu superar o trauma. Márcia conta que sentia medo de errar e vergonha por não saber fazer uma coisa que era comum para os outros.
Há alguns meses, Márcia teve vontade de andar de moto, mas o medo era o mesmo. Então começou a procurar ajuda e descobriu o tratamento especializado. Ela já passou pelas sessões de relaxamento no consultório e desde setembro está fazendo a parte prática. ''O carro hoje ainda é um monstro, mas agora é um monstro do tamanho de uma barata'', afirma, rindo.
A psicóloga Elvira Gross conta que a terapia convencional, realizada apenas em consultório, pode melhorar o nível de ansiedade, mas é diferente da terapia específica, na qual o paciente conta com a presença do psicólogo na hora em que a ansiedade se manifesta.(E.G.)

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