O caso da suposta doação da prefeitura ao LEC, que originou a ação civil pública, teria ocorrido em 1992, último ano do segundo mandato de Antonio Belinati. Carlos Antonio Franchello era vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
De acordo com os autos, o prefeito teria desviado 50 milhões de cruzeiros (correspondentes a R$ 12,5 mil) para premiar os jogadores pela conquista do campeonato paranaense de futebol. Ele teria repassado o valor à Codel, que se encarregou de entregar os recursos ao clube.
Segundo o Ministério Público, a doação envolveria um suposto contrato de publicidade para colocação de placas no estádio Vitorino Gonçalves Dias. Nos autos consta a defesa de Belinati, alegando que o repasse à Codel foi a título de aumento de capital.
O advogado de Franchello, Antonio Carlos Vianna, afirmou à Folha que a Codel realmente firmou um contrato de publicidade, mas posteriormente. Segundo ele, o valor do contrato não chegou à metade do valor repassado pela prefeitura.
A ação foi proposta pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, em dezembro de 1997 pedindo o ressarcimento do valor doado. Ele está afastado do caso e em seu lugar está o promotor Cláudio Esteves. (L.O.)

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