Autorização, somente na fronteira
O advogado da Aruama Turism, Paulo Roberto de Oliveira, nega que a empresa tenha praticado qualquer ato ilegal ao transportar os bolivianos. ''A ilegalidade consiste em favorecer a entrada deles no País. Isto não aconteceu, pois a viagem começou em Foz do Iguaçu'', disse. Sobre a falta da autorização para a entrada no Brasil, o advogado culpa a Polícia Federal. ''Não havia ninguém no posto da fronteira. Mas isso poderia ser sido feito tranquilamente em Londrina'', disse.
A autorização a que Oliveira se refere é o cartão de entrada e saída de estrangeiros. Ao contrário do que afirmou o advogado, o documento é expedido pela PF somente nos postos policiais das fronteiras do País. Para a emissão é necessária a apresentação da identidade, o que garante a permanência legal por até 90 dias.
''A configuração do crime de introdução ilegal de estrangeiros é um fato'', rebateu o delegado Homero Campello. ''Tanto que o motorista foi preso e liberado somente depois do pagamento da fiança. A agência foi multada e indiciada. O que nós queremos agora é ir atrás do dono da empresa'', disse.
Na Justiça, o inquérito pode implicar em aumento das multas e ampliação da pena - estabelecida em três anos de detenção - por causa da reincidência. A investigação da ocorrência de setembro do ano passado está sendo conduzida pelo delegado Kandi Takahashi. ''Estamos esperando pelo depoimento do contratante do frete, que mora em São Paulo. O inquérito segue a partir daí'', explicou Takahashi.(A.M.





