Autoridades vão retirar nomes da Fundese
Israel Reinstein
De Curitiba
O governador Jaime Lerner, o prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi e o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Paulo Mello Garcias, informaram ontem que vão retirar os seus nomes da Fundação Metropolitana de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese). A entidade é acusada por moradores da região do Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, de forçar a assinatura de contratos para intermediar a negociação para regularização de áreas invadidas. Hoje, o presidente da Fundese, Emílio Sérgio Dias, prometeu dar uma explicação à Folha.
A decisão das autoridades foi tomada depois da publicação da matéria da Folha. Além de retirar seus nomes da entidade, alguns de seus membros querem acionar juridicamente o presidente da Fundese por se apropriar de seus nomes para respaldar a entidade. O prefeito Taniguchi informou anteontem à Folha que não deu autorização ou procuração para incluir seu nome na fundação.
O arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Marco Aurélio Becker, que no documento é membro da Fundese, nega qualquer ligação com a fundação. Ele admite conhecer Emílio Dias, mas ressalta que os contatos foram apenas profissionais. Dias já intermediou, junto ao Ippuc, outras negociações de área invadida.
Alegando não ter poder de gerência na fundação, o presidente do Ipardes afirmou que sua atuação limitava-se apenas a um cargo honorífico. Garcias, que juridicamente responde pelo governador dentro da Fundese, afirmou que já encaminhou um ofício pedindo a retirada dos nomes dos dois.
Mesma postura foi adotada pelo vereador de Curitiba, Carlos Bortoletto (PFL). Ele informou que quer ir ainda mais longe, pedindo a investigação da entidade.





