Autoridades prometem solução para vila
O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Rubens Abrahão Tanure, e o prefeito de Guaratuba, Everson Ambrósio Kravetz (PSDB) afirmaram ontem que vão tomar medidas imediatas para resolver os problemas da comunidade de Rasgadinho, em Guaratuba, no litoral do Estado. Tais medidas devem ser definidas, segundo eles, logo que recebam os requerimentos que pedem providências, aprovados anteontem pela Assembléia Legislativa do Paraná e destinados aos três.
Os moradores de Rasgadinho dizem ser ameaçados por uma manada de búfalos e pistoleiros do fazendeiro e engenheiro mecânico Sérgio Chaves Cavalcanti, conforme mostrou reportagem da Folha no domingo. Os pistoleiros teriam atirado contra casas, a escola e roubado a merenda, para forçar os posseiros a abandonar as terras. Os alunos afirmam que não podem ir à escola com medo dos animais, que destroem as plantações. Cavalcanti nega as acusações e diz ser vítima de uma trama.
Os requerimentos pedem para o prefeito a garantia de funcionamento da escola e a abertura da estrada entre Limeira e Rasgadinho; para Tanure, a retirada imediata dos búfalos da estrada e dos pistoleiros da região; e para Giacóia, medidas cabíveis para que a paz e a Justiça retornem à comunidade.
Giacóia afirmou que, após receber o documento, vai encaminhá-lo ao procurador de Guaratuba, Lucilio de Held Junior, pedindo que ele tome as medidas legais cabíveis para garantir os direitos dos moradores. Algumas medidas não estarão à cargo do Ministério Público. Quanto às que estiverem, se houve ilegalidade, o promotor deverá agir imediatamente.
O prefeito disse que vai conversar com o juiz de Guaratuba, Paulo Fidalgo, e com as Polícias Civil e Militar sobre a instalação da cerca nas margens da estrada. O importante é que a estrada seja liberada, afirmou.
Já Tanure afirmou que fará tudo o que está a seu alcance para resolver o impasse. O secretário antecipou que pode, a qualquer momento, colocar a Polícia Militar (PM) de Guaratuba para cuidar do caso. Tanure, que soube do conflito pela Folha, disse que o fato de o delegado de Guaratuba, José Antonio Lucchesi, ter apenas dois investigadores não justifica a falta de investigação das queixas. Se a Polícia Civil não puder garantir a segurança dos moradores, Tanure não descarta a possibilidade de a PM intervir.





