Autoridades elogiam bom comportamento
''Atividades como o batismo colocam um pouco mais de humanidade na vida dos detentos''. A opinião é do delegado Antonio do Carmo, responsável pelo 2 º Distrito Policial de Londrina, o mais lotado da cidade. Para ele, a evangelização dentro da carceragem contribui também para evitar a reincidência.
''Quando o preso volta para a rua, vai procurar os amigos bandidos. Quando participam de uma igreja, eles buscam mais a família e a comunidade religiosa'', avalia Carmo. O delegado disse também que os convertidos têm menos problemas de comportamento do que os demais presos. Segundo ele, eles respeitam mais os funcionários e são respeitados pelos outros internos.
Hoje, seis grupos religiosos promovem cerimônias na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A direção estima que cerca de um quarto dos internos participe das atividades religiosas. ''O atendimento religioso traz tranquilidade para a penitenciária. Normalmente, os detentos envolvidos não dão problema'', avalia Raimundo Hiroshi Kitanishi, diretor da instituição.
O major Edison Marcos Tomaz, responsável pela Casa de Custódia de Londrina, afirma que o trabalho de evangelização é bom para os presos e para a instituição. ''Eles são mais comportados e a tensão também fica menor'', avalia Tomaz, que elogia ainda o trabalho de aconselhamento feito pelos grupos que atuam nas carceragens.(F.R.F.)





