Cornélio Procópio - A insegurança na cadeia pública de Cornélio Procópio, palco de uma rebelião de presos que começou na noite de sábado e foi controlada na madrugada de domingo, se tornou a principal preocupação de autoridades policiais e judiciárias da cidade. Com o arrombamento de grades e destruição parcial das paredes de algumas alas, a permanência de detentos no presídio ficou inviável.
Ontem à noite, a juíza da Vara Criminal, Adriana Kasturaima; o delegado de polícia, Nelson Misuta Agla; e o comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar, coronel Antonio Pereira estiveram reunidos no Fórum da cidade para discutir a transferência gradual de presos para delegacias e penitenciárias da região. A cadeia pública de Cornélio, cuja capacidade é para no máximo 35 detentos, está superlotada, com mais de 70 presos. Com a redução de presos, haveria tempo suficiente para realizar as reformas necessárias.
A rebelião provocou, ainda no domingo, a remoção de 14 presos da cadeia para a delegacia da cidade. Segundo o tenente Joarez Saldanha Machado, comandante da Rone, algumas facções rivais estariam trocando ameaças, colocando em risco a segurança geral do prédio. No sábado, por volta das 20 horas, os policiais frustraram uma tentativa de fuga. Os presos haviam feito, com ajuda de estoques, dois buracos no chão, um deles com mais de dois metros de profundidade.

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