Autoridades discutem hoje destino do prédio do Fórum
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segunda-feira, 20 de novembro de 2000
Zeca Corrêa Leite De Curitiba 
O esqueleto do prédio do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico, cujas obras estão paralisadas há anos por problemas técnicos, poderá ser implodido em breve. O governador Jaime Lerner convidou para discutir a questão os presidentes do Tribunal de Justiça, Sydney Zappa, da Assembléia Legislativa, Nelson Justus, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Paraná, Edgard Luiz de Albuquerque, e o prefeito Cassio Taniguchi. A reunião está marcada para hoje, às 15 horas, no Palácio Iguaçu.
Lerner deixa claro sua posição favorável quanto à demolição do prédio, porém a decisão final só pode ser dada pela Justiça. Apesar da disposição manifestada pelo Palácio, o encontro de hoje não deixa de ser consequência da pressão feita pela OAB que, no dia 14, liderou uma invasão de advogados na construção inacabada. Houve implosão simbólica do edifício e foi colocada uma faixa com a frase: Prédio público? Não. Vergonha pública!.
De acordo com o secretário da Comunicação Social, Rafael Greca, Lerner irá propor a reengenharia dos espaços administrativos no Centro Cívico, com a destinação de outro prédio para abrigar o Fórum de Curitiba.
Ele afirmou que há consenso no Centro Cívico sobre a implosão, e o encaminhamento da solução só não aconteceu antes porque o governador estava apenas aguardando a volta do prefeito Cassio Taniguchi.
A declaração foi uma resposta velada às críticas do presidente da OAB que afirmou na semana passada ter conversado com o governador, o presidente do TJ, prefeito e presidente da AL e nenhuma medida havia sido tomada.
A vergonha pública, segundo os advogados, deveria estar funcionando há anos. O edifício começou a ser construído em 1985, no governo de José Richa, a pedido do Poder Judiciário. Por apresentar variados problemas na estrutura, teve as obras interrompidas e passou por várias construtoras.
Depois de investir R$ 14 milhões nas obras incompletas, seriam necessários mais R$ 39 milhões valor estimativo para sua recuperação. Com a venda do Banestado exceto o antigo complexo do Centro Administrativo, no bairro de Santa Cândida , várias secretarias de Estado lotadas no Centro Cívico deverão se mudar para esse local. A medida possibilitaria a adequação do Fórum nos edifícios Affonso Alves de Camargo, Caetano Munhoz da Rocha e Presidente Castelo Branco. As discussões sobre a viabilização de ocupação desses endereços deverão estar na pauta da reunião desta tarde.


