Autoridades discutem guarda de presos
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quinta-feira, 24 de junho de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Um relatório será encaminhado para as secretarias de Estado de Segurança Pública e de Justiça, com pedido de que a última pasta encampe a guarda de presos nos distritos enquanto não se consegue a desativação das carceragens distritais de Londrina. Esta foi decisão tomada ontem à tarde, durante um mesa redonda, organizada pelo Centro de Direitos Humanos (CDH) e pelo Conselho Comunitário de Segurança, com a participação de autoridades municipais da área de segurança pública.
O objetivo foi discutir a questão da superlotação nos DPs e a utilização de
investigadores de polícia na guarda de presos. Esta responsabilidade deveria ser da Justiça, segundo o juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, citando legislação estadual. De acordo com o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, entre 10% e 20% do efetivo da Polícia Civil (pelo menos 16 investigadores) estariam cumprindo essa tarefa e desfalcando as equipes no trabalho de investigação.
Presente no debate realizado no auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), o juiz da VEP anunciou a transferência dos mais de 300 presos que hoje superlotam os distritos para a Casa de Custódia de Londrina (CCL) cuja capacidade é de 280 presos, mas que ontem abrigava 430. Cem presos já tiveram a remoção autorizada mas 70 ainda aguardam vagas. Segundo Valle, a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), que hoje tem 530 presos, poderia abrigar mais um por cela, o que abriria mais 84 vagas. Mas falta acertar a alimentação dos presos para efetivar a transferência.
A PEL ainda aguarda a remoção de 52 internos para a Colônia Penal Agrícola (CPA), na capital, o que não tem data para acontecer em função de falta de vagas.
A Folha telefonou ontem, no final da tarde, para a Secretaria de Justiça, mas ninguém foi localizado para comentar o assunto.


