Representantes da Prefeitura de Arapongas, IAP e do Ministério Público acreditam que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a diretoria do Frigomax, assinado em 5 de junho deste ano, acabará com os danos ambientais gerados pela empresa. O TAC prevê que o frigorífico implantará sistemas modernos de controle da emissão de gases e tratamento de resíduos hídricos até fevereiro de 2007.
Com a assinatura do documento, as autoridades se comprometeram a desistir de uma ação civil pública que condenou a empresa por danos ambientais, e de um Termo de Embargo/Interdição aplicado pelo IAP em 97; conceder licenciamento ambiental prévio - que a empresa não possuía; e reduzir em 90% o valor das multas aplicadas entre 2000 e 2004 - de R$ 648 mil para R$ 64 mil. As multas foram quitadas em setembro com o repasse de dois veículos e cinco computadores para o IAP, e 1 computador para a prefeitura. As autoridades reconhecem, no entanto, que os danos ambientais ainda não foram sanados.
''Agora, mais que nunca, os moradores têm que ter paciência. O projeto prevê a implantação de uma tecnologia italiana que é muito boa'', afirmou o promotor Luis Marcelo Mafra Bernardes. Questionado se acredita que o TAC conseguirá o efeito não obtido por condenação judicial, ele afirmou que ''as medidas previstas na ação já estão obsoletas''.''A sentença é de 2000 mas eles vinham conseguindo suspender via recurso. Quando não tinham mais o que fazer, aceitaram o Termo de Ajuste''.
O fiscal do IAP, Nelson Pereira, explicou que os prazos para execução das obrigações da empresa valem a partir da aprovação dos projetos, que ocorreu em 4 de outubro. ''A partir dessa data, eles têm 90 dias para instalar o sistema de controle de gases e odores, e 120 dias para o sistema de controle de poluição hídrica.''
O chefe da Vigilância Sanitária Municipal, Sérgio Azevedo, disse que as instalações são ''precárias'' mas que não encontrou irregularidades durante vistoria em agosto. ''No dia que estive lá não houve abate. Até agora não retornamos.'' Sobre a informação de que os funcionários chegariam à empresa trajando os uniformes de trabalho, ele afirmou que não poderia verificar. ''A denúncia dá conta de que isso acontece antes do início do nosso expediente, às oito da manhã''.
O Ministério da Agricultura, que fiscaliza o Sistema de Inspeção Federal (SIF) concedido à empresa, não retornou a ligação da reportagem.(F.C.)

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