Abaixo, um trecho do livro em que os autores narram uma ação que resultou na prisão de 26 criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso ocorreu em setembro de 2006, quando eles abriam um túnel para tentar assaltar duas agências bancárias em Porto Alegre (RS).
  ‘‘O briefing (reunião de instrução) esclareceu qual a natureza da missão: prender uma quadrilha de assaltantes a banco ligada a uma famosa facção criminosa do país. Tratou, ainda, da divisão das equipes com seus respectivos comandantes, equipamento individual e coletivo necessário, comunicações, local onde as equipes se hospedariam, horário de partida, duração da viagem e outros assuntos pertinentes. O planejamento da ação propriamente dita seria realizado no local, de acordo com as informações obtidas pelos precursores. Como ficou definido que a duração da missão seria de quatro dias, preparamo-nos para o dobro. Normalmente é assim. Há missões que, em virtude de vários fatores fora do nosso controle, parecem não ter fim. Então, nesse caso, vale o ditado: ‘é melhor prevenir do que remediar’. E quando o trabalho tem relação com vidas humanas, nem sempre é possível remediar.’’ (L.A.)

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