Lucas Wancler Ferreira dos Santos, 30, autor do assassinato de David Schmidt Prado, 37, em uma academia na zona oeste de Londrina, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Durante audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (7), a defesa entrou com pedido de liberdade provisória, o que foi negado pela Justiça. Ele está preso no CTL (Centro Integrado de Triagem de Londrina). O crime aconteceu na tarde de segunda-feira, quando a vítima levou facadas no estacionamento da academia. Prado chegou a voltar para a academia na tentativa de fugir do autor, que o seguiu e continuou com as agressões.

O MPPR (Ministério Público do Paraná) já tinha pedido a conversão da prisão em flagrante em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, o que foi acatado pela Justiça nesta terça-feira (06).

Na decisão do juiz João Marcos Anacleto Rosa, a motivação para a manutenção da prisão preventiva é uma “forma de garantia da ordem pública”, sendo que, “permanecer em liberdade serviria para potencialmente encorajar o autuado à prática de novos delitos (bem como terceiros em situação análoga, envolvidos em imbróglios amorosos)”.

Em relação ao crime, o juiz também discorre, no documento, que “a prova da materialidade do delito encontra-se demonstrada, principalmente, pelos seguintes elementos informativos: auto de prisão em flagrante, boletim de ocorrência, termos de depoimentos, autos de exibição e apreensão, mídias”.

O delegado Magno Mirando, responsável pelo inquérito policial que apura o crime, informou que nesta quarta foi realizada a declaração da esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos. A motivação do crime, a princípio, seria ciúmes.

De acordo com o delegado, faltam os laudos periciais e eventuais testemunhas para concluir e relatar o inquérito policial. Ele informou que detalhes serão divulgados na sexta-feira (9).

O corpo de David Schmidt Prado foi sepultado na manhã desta quarta, no cemitério de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), reunindo familiares e amigos.

Defesa

A esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos se apresentou de forma espontânea para depoimento na Polícia Civil, segundo a advogada Thais Indiara, com o objetivo de ajudar na “elucidação dos fatos”. No entanto, a advogada disse que não vai se manifestar em relação à declaração da cliente, que pediu sigilo. “Mas eu acredito que o depoimento vem forte para poder elucidar os fatos”, opina a advogada, que também defende Santos.

Questionada se a mulher seria a pivô do crime, ela afirmou que a defesa também não vai se manifestar sobre o fato. A advogada disse que a mulher e Santos tiveram uma briga e não estavam mais juntos, mas seguiam casados oficialmente.

“A única coisa que eu queria deixar bem claro é que ela está muito abalada, está tomando remédios para acordar e manter a função do dia a dia”, explicou, complementando que ela vem recebendo muitas ameaças nas redes sociais, inclusive direcionadas aos filhos.

Indiara também salientou que as imagens do crime divulgadas mostram o momento do homicídio, mas que algo aconteceu “antes das imagens”. “É isso que a defesa pretende demonstrar ao longo do processo”, aponta. A advogada afirma que já foi informado à Justiça que Lucas Wancler Ferreira dos Santos precisa seguir com tratamento medicamentoso por conta de problemas psicológicos.

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