A Polícia Civil de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão) localizou no final de semana o autor da bomba de fabricação caseira que, na sexta-feira, causou queimaduras de segundo e terceiros graus em 30% do corpo de um menino de 12 anos. O empacotador Alexandre dos Santos Soares, 18, confessou à polícia que tinha confeccionado três bombas com pólvora de rojão, durante o mês de outubro, e que perdeu uma delas. As outras duas ele mesmo explodiu.
Em depoimento na delegacia, Soares disse que a pólvora de rojão era colocada em volta de uma pedra redonda, semelhante a uma bola de sinuca, e embrulhada e fechada com fita adesiva. Para provar a explosão, bastava que o ‘‘embrulho’’ fosse jogado ao chão. Ele negou que tivesse a intenção de machucar alguém com a bomba e disse que chegou a procurar, sem sucesso, o artefato perdido. Soares mora na Vila Guaíra, onde a bomba foi achada.
Ele não chegou a ser preso porque não estava mais em flagrante, mas foi indiciado no artigo 10 da lei do porte de arma, que prevê punição para quem fabricar artefato explosivo sem autorização legal. O autor da bomba também foi autuado por lesão corporal. O menino que achou a bomba, Cléber Barbosa da Silva, continuava internado ontem no Hospital Interclínicas, em Campo Mourão, e seu estado de saúde era considerado regular.
O menino teve queimaduras nas pernas, nos braços, na cabeça e no peito. O caso das bombas em Goioerê não tem nenhuma ligação com as outras duas bombas, também feitas a partir de rojões, que foram achadas no mês passado numa escola de Moreira Sales, a 20 quilômetros de Goioerê. Em Moreira Sales, o menor D.E.P, 17, assumiu a confecção dos explosivos, que não chegaram a ser estourados.

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