Autônomos lutam por valorização
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terça-feira, 29 de julho de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Edson MazzettoA Cootrapi, de Cascavel, reúne 8.500 trabalhadores filiadosRepresentantes de cooperativas de trabalhadores volantes do Paraná divulgaram ontem, em Cascavel, um documento com as propostas definidas no encontro preparatório ao fórum interestadual que será realizado de amanhã a sábado, em Florianópolis (SC). No fórum, será unificada a posição nacional para um congresso que ocorrerá em novembro, em Brasília.
Segundo Adão Fagundes dos Santos, presidente da Cooperativa de Trabalho e Prestação de Serviços em Geral de Cascavel (Cootrapi), uma das principais preocupações é a regularização das entidades hoje classificadas como clandestinas.
FiscalizaçãoA Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) deve comunicar formalmente ao Ministério do Trabalho a relação das entidades registradas, para que seja feita fiscalização. A Ocepar coordena todo o sistema cooperativista no estado e reconhece atualmente 12 segmentos diferentes do associativismo.
Segundo os dirigentes cooperativistas, o governo não valoriza adequadamente o segmento da cooperativas de trabalho e o submete à taxação de 15% sobre o valor dos serviços prestados a terceiros. Na avaliação deles, esse percentual pode significar bitributação, uma vez que os cooperados recolhem individualmente a contribuição na condição de autônomos.
A Cootrapi, de Cascavel, reúne cerca de 8,5 mil trabalhadores em várias regiões paranaenses. O presidente relata que eles recebem remuneração de acordo com o tipo de serviço que prestam - no mínimo R$ 7,25 por dia de trabalho - e gozam do amparo previdenciário, como autônomos.


