‘‘É um absurdo que um hospital tenha duas ambulâncias paradas e sejamos obrigados a apelar para estranho fazer o transporte de paciente para o atendimento.’’ A reclamação é do autônomo Francisco Luís de Araújo Ferreira, 41 anos, que mora na Rua Trevo Branco, 324, no Parque Ouro Branco (zona sul de Londrina).
Francisco contou à Folha que sua mulher, Sandra Prestes da Silva Ferreira, 28 anos, passou mal na manhã de sábado. Ele foi ao Hospital da Zona Sul, que fica a 300 metros de sua casa, pedir assistência, mas para sua surpresa, foi informado que ele teria de recorrer ao Transporte Emergencial Centralizado (TEC).
O autônomo conta ainda que ao retornar para casa apelou para o motorista de um caminhão que estava passando. ‘‘Por sorte o caminhoneiro se dispôs a transportar minha mulher. Se fosse esperar pela TEC ela poderia ter morrido’’, disse, acrescentando que mesmo depois de Sandra ter chegado ao Hospital da Zona Sul, o atendimento foi precário. ‘‘Só atenderam minha mulher depois que ela desmaiou. E sequer utilizaram uma maca.’’
A Folha tentou ouvir a direção do hospital, mas a chefe de enfermagem que estava de plantão ontem disse que somente a diretora-geral, Akiko Nagawa, ou o diretor-Clínico, Sidnei Giroto, podem dar declarações à imprensa.

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