AUTOMEDICAÇÃO - Consequências podem ser irreversíveis
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Reportagem Local 
Porto Alegre - Usar um remédio sem falar antes com o médico pode ter consequências sérias. A opção, apesar de ser mais rápida e simples do que marcar uma consulta médica, pode mascarar um problema de saúde e causar efeitos colaterais graves ou, até mesmo, irreversíveis. "Na dúvida, toda dor precisa ser acompanhada por um médico. Infelizmente, é comum as pessoas se medicarem quando o sintoma parece inofensivo. Mas um órgão dolorido é o primeiro sinal de uma doença e, se a dor persiste, é fundamental procurar auxílio médico", explica Newton Barros, chefe de serviços de dor e cuidados paliativos do Hospital Conceição (RS).
Para evitar a automedicação, providências foram tomadas. Hoje, muitos remédios têm a venda controlada e somente realizada mediante a apresentação de receita médica. "A automedicação é problema de saúde pública. Por isso, existe uma série de campanhas para combater o uso indevido de medicamentos. Nenhuma dor deve ser menosprezada. Elas avisam quando algo está errado em nosso corpo. A dor ameaça a qualidade de vida da população e, muitas vezes, as pessoas utilizam uma fórmula arriscada, a automedicação, para conviver com essas dores", alerta.
Segundo o especialista, muitas pessoas recorrem a xaropes, comprimidos e pomadas por conta própria. "Portadores de dor crônica recorrem à automedicação, escolha arriscada que pode mascarar uma série de doenças mais graves, despertar diversos problemas de saúde e postergar as queixas de corpo dolorido. A ida ao médico é fundamental para diagnosticar a causa da dor e receitar os medicamentos corretos", diz.
Mesmo um simples remédio para amenizar a dor de cabeça ou aliviar o mal-estar da gripe, por exemplo, pode ser arriscado. Esses medicamentos são facilmente encontrados, já que são vendidos livremente. Entretanto, não deixam de ser uma ameaça se tomados em doses altas e num prazo maior de três dias. "Para pessoas com gastrite avançada, há o risco de desenvolver uma úlcera, por exemplo. Qualquer medicação feita a longo prazo precisa ser acompanhada por um médico. O que parece ser uma gripe comum pode se tratar, na verdade, de uma pneumonia", ressalta.
A dor é um mecanismo de proteção e alerta quando algo nocivo está acontecendo com o corpo. Por isso, é importante que essa dor seja checada, para saber sua origem e a melhor forma de tratamento e medicação.


