A lei 9656/98, que regulamenta a assistência suplementar à saúde e está em vigor desde o começo de novembro, fará com que várias empresas do setor acabem desaparecendo em pouco tempo. Conhecidas como ‘‘Empresas melhoral’’, por sua reduzida capacidade de assistência, não terão como enfrentar a necessidade de especialização do setor, que movimenta cerca de R$ 19 bilhões por ano no Brasil.
Esse novo cenário foi discutido no Simpósio Paranaense de Autogestão em Saúde Suplementar, ontem, em Curitiba. O encontro foi promovido pela Associação das Entidades Paranaenses de Benefícios Assistenciais (Assepas) e pelo Comitê de Integração de Entidades Fechadas de Assistência à Saúde (Ciefas).
Segundo o presidente da Assepas e superintendente do Ciefas para o Paraná, Carlos Eduardo Ogliari, a nova lei tem como maior reflexo o profissionalismo imposto. Empresas de medicina de grupo, seguradoras, cooperativas e autogestoras serão submetidas a um controle mais rigoroso. ‘‘A lei vai fazer com que as ‘picaretas’ desapareçam’’, previu.
Para Ogliari, as autogestoras tendem a ocupar ainda mais espaço no mercado. São cerca de 100 no País, atualmente - 27 delas no Paraná, onde movimentam R$ 50 milhões por mês. ‘‘As autogestoras, por não visarem lucro, oferecem planos com preços de 40% a 60% mais baixos’’, disse Carlos Eduardo Ogliari. As autogestoras nascem da união de micros e pequenas empresas que, em conjunto, atendem 8 milhões de clientes em todo o País, mais de um milhão no Paraná.

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