Londrina – Três ocorrências em menos de 15 dias assustaram os funcionários de uma autoescola na Avenida Duque de Caxias, no centro de Londrina. A série de furtos começou no feriado de 21 de abril, quando suspeitos arrombaram uma das janelas nos fundos do estabelecimento. A grade foi retirada e utilizada como escada. Cinco computadores foram levados da autoescola. Gavetas e armários foram revirados e o grupo não foi localizado pela polícia.
No início desta semana, toda a fiação elétrica do estabelecimento foi levada por arrombadores. "Refizemos tudo e mais uma vez a fiação foi roubada [na quarta-feira]. Isso desanima a gente. A gente fica triste mais por causa do valor sentimental desse espaço", lamentou Rafael Eduardo Tavanti, diretor de ensino da autoescola, ao contar o terceiro episódio.
Antes da onda de crimes, Ângela Maria Fudolli, filha da proprietária, contou que o local havia sido assaltado uma única vez ao longo dos 40 anos em funcionamento. "Os bandidos nos expulsaram do nosso próprio lugar. Vamos funcionar até o final desta semana para dar tempo de avisar todos os alunos. É um absurdo, mas não vemos outra saída", desabafou.
O estabelecimento comercial funcionava ao lado da antiga sede da União Londrinense dos Estudantes (Ules). Segundo Ângela, o imóvel abandonado se tornou abrigo para moradores de rua e usuários de drogas. "Eles pulam o muro e entram aqui pelos fundos. Não temos mais o que fazer", afirmou. A autoescola vai transferir as atividades para outras duas unidades instaladas ao longo da avenida.
O capitão Ricardo Eguedis, porta-voz da Polícia Militar, confirmou que os responsáveis pelos furtos na autoescolas não foram identificados. "Pelo que observamos, esse imóvel vizinho não foi ocupado por moradores de rua. Intensificamos o patrulhamento na região central, principalmente, em ruas com imóveis abandonados", garantiu.
A antiga sede da Ules pertence à Prefeitura e foi repassada à Secretaria Municipal de Defesa Social no início deste ano. De acordo com o titular da pasta, Rubens Guimarães, o local vai abrigar o setor de monitoramento da Guarda Municipal. "Hoje esse setor está na sede da Caapsml, mas precisamos de mais espaço para ampliar o serviço. Vamos ter que fazer uma boa reforma nesse imóvel da Duque de Caxias para poder transferir a central de monitoramento para lá. Por enquanto, não temos previsão de quando isso será possível", relatou.
Atualmente, 250 câmeras estão em funcionamento nas ruas de Londrina. Enquanto não há recursos para a reforma do imóvel, guardas municipais realizam o patrulhamento nas ruas próximas ao local.

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