Autodidata se interessou inicialmente por insetos
Marcelo AlmeidaHá 15 anos, Hatschbach faz uma expedição anual para coletar novas espécies, sempre pelo Brasil. Ele considera a flora brasileira rica e pouco explorada pelos pesquisadores. Durante os 55 anos de carreira ele descobriu pelo menos 500 espécies de plantas e mais de 100 delas receberam nomes em sua homenagem. Os exemplares são trocados periodicamente com museus de todo o mundo.O interesse de Gerdt Hatschbach pela Biologia começou há seis décadas. Mas nem sempre o assunto estudado foi a Botânica. Hatschbach começou o que mais tarde viria a ser sua carreira, aos 13 anos, com uma coleção de insetos. Orientado pelo padre Jesus Moura - também colecionador -, aprendeu a identificar e a conservar os insetos.
Até 1940, Hatschbach coletou exemplares por conta própria. Em 1941, começou a trabalhar no Museu Paranaense, como auxiliar da subseção de Invertebrados, da seção de Zoologia. Lá, resolveu estudar as plantas para conhecer melhor os insetos. Acabou se entusiasmando com a Botânica e abandonou os insetos. O pai Albino Hatschbach Sobrinho era colecionador de orquídeas. Até hoje não sei porque optei pela Botânica, é uma questão de gosto, diz Gerdt Hatschbach.
Hatschbach saiu do museu em 1951 e decidiu trabalhar como químico industrial, sua verdadeira profissão. Quatorze anos depois, foi convidado pelo então prefeito Ivo Arzua para montar o Museu Botânico. Foi aí que assumiu definitivamente a Botânica - assunto que sempre estudou sozinho.
A primeira sede do museu foi no Passeio Público. Começamos do zero, diz. Em 1975, o acervo já contava com 12 mil exemplares e se mudou para o Horto Municipal do Guabirotuba. Nessa época, Hatschbach doou as 20 mil plantas de sua coleção particular para o museu.
Em 1992, quando a sede foi transferida para o Jardim Botânico, havia 110 mil exemplares. Hoje, são 270 mil. O Museu Botânico é atualmente o quarto maior herbário do Brasil.(AC)





