Londrina - Regina Alegro, diretora do Museu Histórico de Londrina, afirma que a grande carência da instituição é a falta de um espaço adequado para reserva técnica – local em que é mantida a coleção de reserva (nem todo o acervo é exposto o tempo todo) e que também pode sediar laboratórios de restauro e conservação e área para recepção de objetos.
Atualmente, uma parte da reserva fica no prédio do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), na zona leste, e outra no próprio museu. "Mas o espaço é insuficiente e não permite expansão futura do acervo e a conservação adequada", explica Regina. Ela aponta que uma reserva técnica ideal precisa de controle rígido de temperatura e umidade, espaço para higienização e restauração de peças, entre outras necessidades.
"É importante dizer que conseguimos mudanças importantes no museu, como o sistema de segurança, que não tínhamos até o ano passado, e o restauro de peças importantes, entre elas a locomotiva. Mas essa demanda (a reserva técnica) nunca foi suprida, existe desde a origem do museu", lamenta a diretora.
Ela relata que o assunto está sendo debatido junto à direção da Universidade Estadual de Londrina (UEL), administradora do museu, e à associação de amigos da instituição. "Desde o ano passado estamos em busca de espaços que possam ser cedidos e adaptados para fazer a reserva. Não há previsão de quanto isso custaria, pois depende das características e do tamanho do local", afirma.

DOAÇÕES
Também em Londrina, o Museu do Café, mantido pela Integrada e que funcionava na sede da cooperativa, na Rua São Jerônimo (Centro), está fechado há 10 anos. "Como o acervo era pequeno, era fácil deixar organizado. Mas conforme o pessoal foi fazendo doação, o espaço ficou pequeno", explica Ciro Ohara, secretário da diretoria da Integrada.
Ele aponta que existe um projeto para reabrir o museu, com um espaço maior, mas por enquanto não há dinheiro para levar a ideia adiante. "A Integrada é uma cooperativa nova. A prioridade é o cooperado, para aprimorar serviços e estrutura de recebimento", afirma Ohara.
De acordo com o secretário, a cooperativa não foi atrás de mecanismos de incentivo para financiar o projeto. Por enquanto, itens do acervo (ferramentas e máquinas da produção cafeeira, utensílios domésticos e outras peças) são expostos em mostras itinerantes. Até o final de maio, parte desse material pode ser vista em uma exposição no Museu Histórico de Londrina. (F.G.)

mockup