CAMPO MOURÃO - Com as aulas inicidas em 24 de fevereiro, os alunos do Colégio Agrícola de Campo Mourão já deveriam ter concluído o primeiro bimestre. Deveriam, mas praticamente nem começaram. O problema é a falta de professores, que atinge o estabelecimento no início do ano letivo há cerca de dez anos. Os alunos do terceiro ano, por exemplo, têm professor em apenas cinco das quinze matérias. Nas duas primeiras séries, são onze disciplinas sem professor.
‘‘Somos tratados com descaso’’, reclama o aluno Anderson Moscardi, 17 anos. Ele é de Anahy (região de Cascavel) e um dos cerca de 50 estudantes internos do colégio. ‘‘Ficamos o dia todo sem ter o que fazer’’, protesta. A maioria dos internos já voltou para casa. Revoltados, os alunos montaram uma comissão para tentar pressionar o governo do Estado. A primeira atitude, que foi ligar para o ‘‘Disque-Cidadão’’, não deu certo. ‘‘Disseram que não podiam fazer nada’’.
O Colégio Agrícola fica numa área de 43 alqueires e é mantido pela Faculdade Estadual de Ciências e Letras (Fecilcam). O diretor Luiz César Alves diz que o pedido de contratação de professores foi apresentado em novembro, mas até hoje o colégio não obteve resposta. Moscardi lembra que quando começou a estudar no estabelecimento, em 95, ficou sem aula até maio pelo mesmo motivo. O colégio tem mais de 100 alunos.
Fecilcam O drama da falta de professores também atinge a Fecilcam. O caso mais grave é dos alunos do último ano de Letras, que estão sem professor de Prática de Ensino de Língua Inglesa e não podem fazer estágio. Também faltam professores em outros cursos. A Fecilcam pediu autorização para contratar professores em outubro, mas ainda não obteve resposta. (S.S)

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