A ausência de uma jurada adiou o julgamento do lavrador Lourival Balduíno, o ‘‘Loiro’’, que seria julgado ontem em Londrina pela morte de Lídia Vilela e uma tentativa de homicídio contra Josias Mariano da Silva, primo do réu. Balduíno, que já foi condenado por outro homicídio em São Jerônimo da Serra e também responde pelo assassinato de um mecânico em Tamarana, deverá ser julgado na segunda-feira.
O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Jorge Sogayar, não escondeu a revolta com a ausência da jurada porque o adiamento da sessão ocorreu justamente num período em que o Ministério Público (MP) tem procurado agilizar os julgamentos. O oficial de Justiça da 1ª Vara só conseguiu intimar 15 pessoas, o quórum mínimo exigido para que haja a escolha de sete jurados para a sessão. Mas apenas 14 jurados compareceram à sessão. Sogayar pediu providências ao presidente do Tribunal do Júri, João Luiz Cleve Machado. O promotor também solicitou ao juiz que aguardasse o oficial fazer uma diligência em busca da jurada, mas foi em vão.
O promotor pediu ainda que a jurada faltosa fosse intimida para comparecer a sessão de hoje, quando deverá ser realizado o julgamento de Fernando Silva Neto, 23 anos, o ‘‘Zoinho’’, que em 27 de maio do ano passado matou com um cabo de foice seu sogro, o bóia-fria Antonio Domingues, 44 anos. O crime ocorreu por volta das 23 horas onde a família morava, na Rua dos Pastores, Jardim União da Vitória 1, na zona sul de Londrina.
Sogayar explicou que Zoinho é acusado de um homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de crueldade e surpresa. O réu discutia com sua mulher, Doracinda de Fátima Domigues, a ‘‘Nega’’, e Antonio acordou com o barulho. ‘‘O Antonio gritou para Fernando parar com aquela situação mas ele se dirigiu ao quarto e com um cabo de foice desferiu inúmeros golpes na cabeça da vítima, que ainda estava deitada’’, explicou.

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