Ausência de equipamentos complica travessia
Nas vias do centro de Londrina há também a ausência de equipamentos de segurança, como os semáforos para pedestres, que em alguns casos complica ainda mais a travessia segura. Em cruzamentos onde não há semáforo nem para os carros a situação se complica ainda mais. Os veículos não tomam conhecimento da preferência do pedestre e avançam sobre a faixa de segurança.
''Não me sinto seguro na faixa'', diz o estudante e auxiliar administrativo Robinson Lopes, 25 anos. Ele disse que já perdeu as contas de quantas vezes já foi quase atropelado sobre a faixa.
Para a aposentada Jamille Sacca, 74, os idosos sofrem bastante nas travessias, embora reconheça que muitos são desatentos e acabam contribuindo para os riscos. ''As ruas estão estreitas e muito movimentadas'', explica Jamille que, a exemplo de Lopes, teve que parar no meio da faixa na esquina da Rua Piauí com a Avenida Rio de Janeiro, para dar passagem para um carro.
Na avaliação dos motoristas são os pedestres os mais imprudentes. ''É como os motoqueiros e ciclistas, ele (pedestre) acha que é o dono do mundo e tenta passar na marra'', critica o taxista Vicente Dias, 63. Mas ele reconhece que há excessos de ambas as partes. ''Os motoristas também extrapolam no limite de velocidade'', admite.
Limite de velocidade que não é regra nas ruas do centro. Pelo contrário, se fosse respeitado o limite de 30 quilômetros por hora, segundo o agente municipal de trânsito Marcos Aparecido Gravan, 34, os motoristas teriam condições de parar antes das faixas sem semáforo. ''O motorista tem que se conscientizar de que ele tem uma arma nas mãos'', observa.





