Aumento poderia ser maior
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quarta-feira, 14 de maio de 1997
Da Redação 
A responsável pelas planilhas de custos que levaram ao rejuste de 25% na tarifa é a engenheira Lúcia Brandão, diretora de Operações da Comurb. Segundo ela, as justificativas pelo reajuste são principalmente o aumento dos custos dos insumos básicos das empresas que operam no setor, o aumento na quilometragem rodada pelos ônibus e a queda no número de passageiros pagantes.
De acordo com a diretora da Comurb, as planilhas e cálculos elaborados pelos técnicos da companhia apontavam, inclusive, para a possibilidade de um reajuste maior. Pelos nossos números, a tarifa iria para R$ 0,7618. Foi o prefeito quem arredondou para baixo e a fixou em R$ 0,75, conta Lúcia Brandão. Não dava para esperar mais. O reajuste veio depois de meses de déficit por parte das empresas. Tivemos que tomar esta medida para evitar a deterioração do sistema e a queda na qualidade dos serviços prestados. A antiga tarifa, de R$ 0,60, já não cobria os custos atuais.
Segundo ela, os custos variáveis - combustíveis, pneus etc. - subiram 18,5% desde o último reajuste, em junho do ano passado. No mesmo período, os custos fixos - preços dos chassis, carroceria e ônibus - teriam subido 10%. O sistema aumentou ainda cerca de 10% em quilometragem rodada, no total de linhas das duas empresas operadoras. E aí está um dado novo, a entrada da segunda empresa. Isso encarece o sistema, aumentam os custos, porque são duas estruturas; mas, por outro lado, melhoramos a qualidade, explica Lúcia Brandão.
Na opinião da diretora de Operações, a tarifa de R$ 0,75 não é exagerada para Londrina. Ela está dentro da média nacional, levando-se em consideração cidades do mesmo porte e com as mesmas características e população de Londrina. O reajuste já prevê o possível aumento salarial que os funcionários das empresas terão em junho - data-base dos motoristas e cobradores - e, portanto, a questão salarial não será motivo para novo aumento nos próximos meses, garante Lúcia Brandão. Segundo ela, o número mensal de passageiros pagantes caiu - nos três primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 96 - de 4,3 milhões para 4,1 milhões. O que alterou o Índice de Passageiro por Quilômetro Rodado (IPK), decisivo na definição da tarifa.


