Aumento no IPTU pode ser pela inflação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Emerson Dias<br> De Londrina 
Todos os contribuintes do Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU) de Londrina podem ter aumento de 8,5%, seguindo os índices da inflação acumulada no ano, caso o projeto que contém alterações na planta de valores não seja aprovado pelos vereadores. A afirmação foi feita pelo secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, enquanto protocolava a proposta na Câmara ontem.
Acompanhado do secretário de Governo, Adalberto Pereira da Silva, e do secretário de Obras, Aloysio de Freitas, Bernardo discutiu com os vereadores (a portas fechadas) o IPTU e outras mudanças na administração pública (leia matéria no primeiro caderno). Os representantes do prefeito pediram urgência na apreciação das propostas, na tentativa de colocá-las em prática ainda no ano que vem. ''Com o projeto, 51% dos imóveis terão aumento. Sem o projeto, todos terão reajuste baseado no índices da inflação entre 8% e 8,5%'', resumiu Bernardo, lembrando que a planilha demorou seis meses para ser desenvolvida pelos técnicos da secretaria. Para ele, não haveria motivo para que a votação fosse deixada para 2002. ''Se não não eliminarmos as distorções hoje, teremos uma situação pior no ano que vem.''
Os vereadores ouviram as explicações do secretário, mas não adiantaram qualquer posição sobre as mudanças até entrarem em plenário. Para o vereador Carlos Bordin (PPB), que está na presidência da Câmara interinamente até a volta de Tercílio Turini (PSDB), as propostas ''devem ser avaliadas com urgência, mas cuidadosamente'', tanto sob o aspecto técnico quanto social.
O projeto prevê reajustes entre 10% e 500% para 72,2 mil dos 142 mil imóveis edificados. Os descontos também variam de 10% a 90% (podendo chegar a isenção), para 50,8 mil contribuintes. A proposta foi protocolada ontem mas não passou por votação, já que precisa ser avaliada pelas comissões da Câmara durante os próximos dias. Restam apenas cinco sessões ordinárias para encerrar as atividades da Câmara este ano.


