Guilherme Vieira
O vereador Jorge Bernardi (PDT) vai propor nesta segunda-feira a instituição de uma comissão de vereadores para investigar o aumento do valor da taxa de lixo em Curitiba. As investigações pretendem esclarecer os critérios do aumento, que segundo o vereador chegariam a 300%. ‘‘Deve haver algum problema, porque há muita fumaça sobre o assunto’’, disse.
A suspeita do vereador faz coro com uma série de ações que estão em andamento na Justiça contra o aumento da taxa. Na próxima quarta-feira, a Associação de Defesa e Orientação do Cidadão (Adoc) vai questionar junto ao Ministério Público os critérios da elevação.
O procurador-geral do município, Marcus Vinícius de Lacerda Costa, disse que os questionamentos de Bernardi e da Adoc não devem ter sucesso. Costa informa que o aumento da taxa foi aprovado pela própria Câmara de Vereadores, que se baseou em planilhas de custo elaboradas pela Secretaria Municipal de Finanças.
Para o procurador, o que mudou na verdade foi o conceito de cobrança da taxa de lixo. Ele explica que a taxa deixou de ser ‘‘bancada’’ pela prefeitura, que repassou aos contribuintes o valor real do que é gasto com lixo no município. ‘‘Há 17 anos não se reajustava essa taxa’’. O aumento foi atrelado ao IPTU e segue os mesmos moldes: quem tem maior poder aquisitivo paga mais. Assim, a prefeitura alega que o maior aumento foi de 218% e atingiu apenas 9% dos contribuintes.

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