Aumento desagrada consumidor
Os consumidores de Curitiba reprovaram o aumento médio de 7,4% dos combustíveis. O reajuste passou a vigorar a partir da zero hora de ontem. As reclamações ganharam a adesão da presidência do Sindicato dos Proprietários de Postos de Combustíveis do Paraná, o Sindicombustíveis, que classificou a elevação como inoportuna.
Os consumidores podem ser surpreendidos por outro eventual aumento no início de 1999. De acordo com o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, as elevações das alíquotas da CPMF e do Confins, que deverão ser votadas ainda este ano pelo Congresso, podem refletir no preço dos combustíveis. O reajuste pode chegar, segundo ele, daqui a 30 ou 40 dias e vai representar um acréscimo aproximado de R$ 0,035 por litro.
Marcelo AlmeidaAlexandre Sabag: volta das filas para abastecerNos postos da capital, teve consumidor que foi pego desprevenido na tarde de ontem. Fiquei sabendo do aumento agora, confessou o estudante Alexandre Finamore Sabag. Se continuar assim, vai ser como antigamente: muitas filas de carro esperando para abastecer, acredita. Sabag afirma que precisa abastecer sua caminhonete a cada dois dias. Para quem usa todo dia, o bolso vai começar a apertar, prevê.
Para Roberto Fregonese, o governo federal esqueceu sua lição de casa e agora quer fazer caixa com uma conta que será paga pelo povo. O sindicalista analisa que o aumento é nocivo para a categoria, que pode testemunhar uma debandada de clientes dos postos. Quanto mais caro custa o combustível, menos as pessoas compram, observa.
O agente marítimo Hilário Bispo Carvalho acha que a solução para quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho é partir para o sacrifício. Hoje, todo aumento influencia no dia-a-dia. O que tem que se tentar é produzir um pouco mais para compensar os gastos, comenta. Carvalho analisa que o aumento é uma contradição diante da situação sócio-econômica que o Brasil enfrenta. Num País em que só se fala em desemprego, não é hora para aumentos, diz.
A contradição do aumento ganha traços mais claros quando comparado ao valor do barril do petróleo no mercado internacional. Esta semana, a cotação do barril caiu de US$ 12,00 para US$ 10,00.





