Aumento de repasse para o Samu Oeste
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terça-feira, 06 de outubro de 2015
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) Oeste, que atende 43 municípios do Paraná, receberá mais recursos do Ministério da Saúde nos próximos meses. A medida foi anunciada durante a assembleia que reuniu prefeitos e representantes das cidades que fazem parte do Consamu, consórcio que administra o serviço no Oeste do Paraná. No encontro seria discutido o possível encerramento das atividades devido a dívida acumulada de, aproximadamente, R$ 4 milhões.
O diretor-geral do Consamu, José Peixoto da Silva Neto, explicou que o Ministério da Saúde habilitou três ambulâncias de porte avançado com equipamentos de UTI e qualificou o consórcio, medidas burocráticas necessárias para a regularização dos serviços e o aumento do repasse do governo federal. "A assembleia da última sexta-feira foi tranquila. Estávamos convictos de que essa portaria seria assinada e foi publicada ontem [segunda]. Mesmo assim, o Ministério da Saúde deve demorar de 60 a 90 dias para começar a repassar esses recursos", afirmou com preocupação.
O Ministério da Saúde repassa, aproximadamente, R$ 459 mil por mês ao Consamu. Com a publicação do documento, haverá um aumento de R$ 341 mil no recurso mensal repassado pelo Governo Federal para a prestação dos serviços. Além disso, os 43 municípios se comprometeram a repassar o valor de R$ 2,71 por habitante em parcela única. O objetivo é sanar as dívidas até dezembro deste ano.
Com esse apoio financeiro, serão arrecadados pouco mais de R$ 2,4 milhões. Atualmente, o consórcio possui R$ 1,5 milhão em dívidas relacionadas a encargos trabalhistas e impostos vencidos e mais R$ 2,5 milhões em dívidas já parceladas. "Não temos recursos disponíveis para pagar o 13º dos funcionários", alertou Silva Neto.
O Samu Oeste é responsável pelo atendimento em uma região com 912 mil habitantes. "Temos que estar com todas as dívidas pagas até o início de dezembro, que é quando vence a certidão negativa de débitos necessária para receber recursos. O governo do Estado também prometeu um aporte financeiro de R$ 1 milhão até o final de outubro. Isso está tramitando na Assembleia Legislativa. Vamos aguardar. Trabalhamos 1 ano e 8 meses sem recursos e os municípios é que pagavam a conta sozinhos. Esses recursos darão fôlego para a manutenção dos serviços", completou o diretor-geral do consórcio.


