Mário CésarRisco de epidemiaAgente da FNS em ação: incidência do Aedes já é preocupanteLevantamento que está sendo realizado por 20 técnicos da Fundação Nacional de Saúde (FNS), em todas as regiões de Londrina, preocupa as autoridades sanitárias e já desencadeou uma ação de emergência para evitar possível epidemia da dengue, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti.
Dados do levantamento - que é feito por amostragem e será concluído nos próximos dias - demonstram que houve um grande crescimento da presença do mosquito nos meses de janeiro e fevereiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 97, a presença alcançou 6,8% da área urbana; agora, o mosquito está presente em quase 25% dos quintais, praças, terrenos vazios e fundos de vales.
‘‘Estamos muito preocupados com o aumento de ovos, larvas e mosquitos transmissores da dengue. Assim cresce o risco de infecção das pessoas e de uma epidemia da doença. Entramos, mesmo, numa fase crítica. Estamos trabalhando em caráter de emergência para evitar a ocorrência da epidemia’’, diz o supervisor geral de endemias da FNS, José Carlos Moraes.
Ele ressalta que a proliferação do mosquito - normal nesta época do ano em consequência do calor e umidade - foi causada, nas últimas semanas, pela grande quantidade de chuvas. Os ovos e larvas do Aedes têm sido encontrados principalmente em fundos de vales, cemitérios, borracharias e ferros-velhos.
A dengue provoca febre intensa, dores musculares, vômitos, diarréias e - na forma hemorrágica, mais aguda - pode levar à morte. Nos últimos dois meses, houve a notificação de 24 casos suspeitos de infecção pela Saúde Pública. A FNS pede às pessoas que evitem o acúmulo de água em pneus velhos, garrafas, embalagens plásticas e vasos domésticos. Nesses locais, costuma ocorrer proliferação de mosquitos.

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