Aumento de casos de meningite preocupa Secretaria da Saúde
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sexta-feira, 06 de setembro de 2002
Janaina Hoffmann<br>Reportagem Local 
O setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, de Londrina, constatou, nos últimos três meses, um aumento no número de casos da meningite viral. Enquanto o limite máximo era de cinco casos por semana e 20 por mês, nos meses de junho, julho e agosto, foram registrados 34, 59 e 40 casos, respectivamente. Até o final de agosto, foram totalizados 191 casos, 94 a mais que no mesmo período de 2001. Este súbito aumento de casos foi o que preocupou a Vigilância Epidemiológica.
De acordo com a gerente do setor de Epidemiologia Josemari de Arruda Campos, existem vários tipos de viroses que podem causar a meningite viral como, por exemplo, hepatite A, herpesvírus, entre outras. Mas, nos casos recentes, a maioria deles foi transmitido por infecção do enterovírus.
A forma de transmissão predominante do enterovírus é a forma direta via fecal-oral e, eventualmente, em ambientes fechados, pelas vias respiratórias. Em determinadas ocasiões, o vírus pode ser transmitido indiretamente pela água, alimento ou mesmo pelo ar.
Conforme o tipo de enterovírus, de 15% a 90% das pessoas infectadas podem não apresentar sintomas. Em situações mais raras, quando os sintomas aparecem, o indivíduo apresenta quadro de febre, indisposição, vômitos e diarréia.
Embora a meningite viral seja de menor gravidade que os tipos bacterianos da doença, os profissionais da saúde alertam para a prevenção. Como não existem vacinas para barrar a transmissão a população deve ficar alerta para os principais cuidados que devem ser tomados. A maioria deles está relacionado com a falta de higiene.
Segundo Josemari, em função do trabalho agressivo de orientação nas creches e escolas do município nos últimos meses, a tendência é que o número de casos da doença diminua. Na última semana de agosto, apenas seis casos foram diagnosticados. ''A nossa preocupação é conscientizar a população sobre como prevenir o problema para que os pequenos surtos não se transformem numa epidemia'', afirmou.


