Campo Mourão - O aumento do número de pessoas infectadas pelo HIV preocupa a equipe de Saúde da Prefeitura de Campo Mourão (Noroeste). Somente nestes seis primeiros meses do ano foram notificados 40 novos casos de pessoas infectadas com HIV/Aids, quantidade superior à registrada durante todo o ano de 2011, quando 39 pessoas descobriram ter a doença.
Segundo a enfermeira e coordenadora do DST/AIDS, Ana Lucia Cardoso, este aumento significa que as pessoas pararam de se prevenir. ''O uso da camisinha é indispensável. Se seu parceiro ou sua parceira já tiver feito sexo sem proteção com outra pessoa e vier a contrair a doença, você pode se infectar caso não utilize o preservativo'', ressalta.
Ela informou também que 10 destes 40 casos foram descobertos só na última semana de junho e que vários deles eram de casais, onde um descobre que tem e avisa o parceiro, que acaba descobrindo estar infectado pelo vírus da Aids também. ''Mesmo em relacionamentos sérios, é essencial que os casais saibam que por causa de um erro a qualidade de vida dos dois pode estar em risco'', comenta a enfermeira.
A enfermeira diz que mesmo existindo tratamento contra Aids, ainda trata-se de uma doença muito perigosa. ''Muita gente acredita que há tratamento para Aids e que não precisa prevenir, mas a realidade é que estamos falando de uma doença sem cura'', diz a enfermeira. Ela explica que o vírus da Aids, o HIV, fica inativo no organismo na maioria das pessoas por cerca de 10 anos. No entanto, neste período é necessário o acompanhamento médico para identificar o momento ideal para iniciar o tratamento e evitar que a qualidade de vida do paciente fique muito prejudicada. ''Ao procurar o tratamento cedo, a chance de a pessoa levar uma vida normal é bem maior'', explicou a enfermeira.
Em Campo Mourão, oito pessoas já morreram por causa da Aids e 301 pessoas estão infectadas com o vírus, sendo 139 mulheres e 162 homens. Além disso, existem oito crianças com HIV na cidade.
Juntamente à Coordenação Municipal de DST/AIDS, existe o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) onde é possível fazer o exame. Em menos de 20 minutos é possível saber se a pessoa está infectada com o exame realizado com uma gota de sangue retirada do dedo da pessoa.

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