O avanço da Aids nos três estados do Sul do País coloca em alerta órgãos públicos de saúde e organizações não-governamentais (Ongs) que assistem soropositivos e doentes. De acordo com relatório divulgado no último dia 19 pelo Ministério da Saúde, a incidência da doença na região - a mais alta do País - subiu de 1,9 casos por grupo de 100 mil habitantes, em 1989, para 11,5 em 1997/98. O número de novos casos no Sul é de 1,33 por 100 mil pessoas, enquanto no Sudeste, onde há o maior número de casos notificados desde 1980, a epidemia cresce a 0,55 por 100 mil (Folha, 20 de junho, página 8).
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 16.274 casos do total de 128.821 registrados no Brasil desde 1980. Outro dado alarmante é o do crescimento da participação dos heterossexuais, que no Sul subiu de 13,5% para 36,5% entre 1987 e 1997. Em abril, o Ministério da Saúde convocou representantes dos três estados e de 39 municípios para traçar um plano emergencial de prevenção e contenção da epidemia. ‘‘Quebre o silêncio, converse com o parceiro e previna-se contra a Aids’’, diz o slogan de uma campanha na TV.
Segundo o ministro José Serra, serão gastos este ano R$ 428 milhões com remédios contra o vírus HIV, mais R$ 228 milhões com outras despesas do programa. Para 1999, Serra calcula gastos de cerca de R$ 600 milhões só com remédios.

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