Aumento automático está adiado à espera de Lerner
Giovani Ferreira
As concessionárias que administram as rodovias do Anel de Integração vão esperar uma definição do governo do Estado sobre o aumento do pedágio, que deve ser anunciado de acordo com uma revisão tarifária, para então reivindicar o reajuste previsto pelo contrato, com o repasse da inflação do período. As empresas de concessão estão completando um ano de operação no Paraná, ganhando assim o direito de aumentar em aproximadamente 8% o valor da tarifa.
Washington Lemos Filho, presidente da regional paranaense da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), disse que as empresas estão cientes desse direito, mas preferem aguardar um posicionamento do governo envolvendo o reajuste do pedágio, para então fazer valer essa determinação contratual. Ele explicou que o aumento, com base nos índices inflacionários, é necessário para manter o poder de aquisição da tarifa.
De acordo com Washington, esse aumento é uma forma de manter o respeito ao que determina o contrato, que no ano passado foi abalado com a decisão unilateral do governador Jaime Lerner (PFL), que reduziu em 50% o valor da tarifa. Na avaliação de Washington, o usuário não deve sentir nenhum impacto com um aumento de 8%.
Problema Político-Sobre a demora na definição do governo a respeito do aumento real do pedágio, com a volta de valores iguais ou próximos aos que eram praticados por ocasião do início da cobrança, Washinton entende que isso já se tornou um problema político. A partir de que, técnicamente, não existe mais o que discutir, o anúncio desse reajuste não acontece porque o governador teme a reação política que a medida pode causar, disse.
As concessionárias solicitam reajuste mínimos de 100%. Dependendo do caso, levando em consideração as disparidades entre os lotes, pelos cálculos das empresas o aumento precisa passar dos 100%. O percentual de 75% apontado pelo governo seria impráticavel, colocando em risco a execução do programa do Anel de Integração. De acordo com a ABCR, eventualmente o rejauste de determinada tarifa pode até ficar abaixo dos 100%, desde que haja uma mudança no perfil das obras, alongando o prazo de aplicação dos investimentos previstos.





